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domingo, 26 de abril de 2015

Brasileiros dizem que desenhar heróis traz fama, mas é trabalho insano


Mike Deodato - desenhista de quadrinhos

Vivemos hoje a febre dos super-heróis no cinema. A estreia de "Vingadores: Era de Ultron" no próximo dia 23, que promete estraçalhar recordes nas bilheterias com a mesma facilidade que Hulk arrebenta seus inimigos, deve coroar essa fase de deuses, monstros, supersoldados e cavaleiros de armadura modernos.
Os filmes do gênero –principalmente os da Marvel– transformaram atores e diretores nos novos ídolos de uma geração de neocinéfilos que, por tabela, acabam também indo atrás de seus heróis nos gibis. E não demorou para que a fama espirrasse em quem trabalha com quadrinhos.
"É. Hoje eu sou famoso", brinca Mike Deodato, como é conhecido o artista paraibano Deodato Borges Filho, que há mais de duas décadas empresta seu talento para dar vida aos heróis da editora Marvel no papel. "O engraçado é que, com o sucesso dos filmes, muita gente passou a me reconhecer, mas da maneira errada", diz ele.
Deodato, que atualmente desenha a série "Guardians of Nowhere", uma evolução dos Guardiões da Galáxia, conta que não é raro alguém lhe perguntar como foi trabalhar nos filmes, nas séries de TV ou nos desenhos animados da Marvel. "Mas é legal ter mais gente reconhecendo o trabalho, eu sinto que existe uma nova base de fãs sendo criada."
De Belém (PA), o desenhista Joe Bennett –cujo nome de batismo é Benedito José Nascimento--, diferentemente de Deodato, é freelancer e não tem laços com nenhuma editora em particular, mas corrobora as palavras do colega. "Ganhamos um ar de gente importante perante o público geral", reflete. "Antes, esse reconhecimento só existia entre os iniciados. Hoje em dia, as pessoas querem saber mais sobre meu trabalho quando eu digo que desenho o Thor ou o Homem de Ferro."
Apesar de serem tratados como grandes astros nas convenções de fãs de quadrinhos que se multiplicam pelo Brasil, os dois desenhistas mantêm os pés no chão, talvez por fazer parte de uma indústria há mais de 20 anos. "Eu gosto de ver meu trabalho reconhecido, mas é estranho ver as pessoas me chamando de ídolo, de mito.... Mito é a palavra da moda, né?", diverte-se Deodato.
Cobrança muito maior
Uma coisa que mudou, porém, desde a explosão dos filmes de super-heróis, foi a cobrança da editora. "Os prazos apertaram, os editores nos colocam mais e mais na guilhotina do 'deadline'", comenta Bennett. Deodato vai além: "O trabalho não mudou em nada, e agora eu sinto as vendas subirem, porque aumenta o percentual de royalties. Mas o volume de trabalho está enorme, o prazo está mais apertado. Antes eu tinha quatro meses para preparar uma revista antes de ela ir às bancas. Agora eu desenho em um mês, no seguinte está publicado".
Segundo o desenhista, como consequência, isso aumenta a rotatividade das equipes criativas em cada título, o que o paraibano acredita prejudicar a identidade das revistas. "A Marvel ainda não é como a DC, que muda sempre as pessoas que fazem cada série", explica. "Mas está começando a ficar chato. Essa ideia de deixar os títulos quinzenais, por exemplo. O modelo que ainda funciona para uma história em quadrinhos é mensal."
Apesar de as séries não seguirem a cronologia dos filmes no cinema, a exigência dos leitores em sentir uma proximidade maior com os heróis de carne e osso mudou o estilo dos desenhos. "Quando eu desenhei o título do Homem de Ferro, tive de fazer as armaduras visualmente muito próximas aos filmes", continua Bennett, que atualmente responde pela arte da adaptação da série de TV "Arrow", baseada no personagem Arqueiro Verde, da DC Comics, concorrente da Marvel. "No cinema, [as armaduras do Homem de Ferro] são lindas, mas desenhar aquilo tudo com o nível de realismo exigido pelos leitores é insano! Não é um computador fazendo uma cena em CGI, é minha munheca e meu cérebro."
De acordo com Deodato, o realismo de sua arte lhe causou um problema invertido. Ao colocar o rosto de atores famosos em alguns personagens –seu Norman Osbourne, o Duende Verde, era retratado com os traços de Tommy Lee Jones, por exemplo–, ele ensaiou algo que se tornou complicado para a Marvel. "Antes de a Disney comprar a editora, antes do sucesso dos filmes, ninguém via muito problema", entrega. "Mas acho que o pessoal agora tem tanto medo de processo que eu preciso pedir autorização para cada rosto que eu faço."
Isso causou uma situação curiosa quando Deodato foi chamado para fazer uma das capas variantes da edição de estreia de "Agentes da S.H.I.E.L.D.", título baseado na série de TV: "Meu desenho trazia o agente Phil Colson, que na série é interpretado pelo Clark Gregg... Mas eu não podia fazer o rosto do cara, mesmo sendo um gibi baseado na série dele!"

terça-feira, 21 de abril de 2015

Filmes para inspirar artistas, designers e criativos


O cinema é um celeiro farto de obras sobre figuras criativas, que podem inspirar outros artistas e profissionais que dependem deste tipo de sensibilidade em seu cotidiano. Pensando nisso, o site especializado em filmes Letterboxd compilou em uma lista 101 obras que podem ampliar o repertório de pessoas que lidam com a criatividade (mas que podem ser um deleite para qualquer espectador).

Veja a lista e trailers clicando aqui.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

sábado, 11 de abril de 2015

Exposição Memórias do Boto na UFRJ



O projeto Memórias do Boto, promovido pelo Parque Tecnológico da UFRJ em parceria com a Escola de Belas Artes, é uma homenagem da Universidade Federal do Rio de Janeiro à cidade do Rio de Janeiro. O Memórias do Boto faz parte do calendário oficial de comemoração dos 450 anos da cidade.




De 28 de março a 30 de maio de 2015, estarão espalhadas pelo campus da universidade 45 esculturas de botos, confeccionadas em fibra de vidro por especialistas do Laboratório de Engenharia Naval da UFRJ, e pintadas por artistas, professores e alunos da instituição.

Todos se inspiraram em ícones, regiões, personagens ou passagens históricas do Rio de Janeiro para a elaboração de suas peças. A iniciativa também marca o início das comemorações pelos 200 anos da EBA, a ser celebrado em 2016.

Mais informações no site: http://memoriasdoboto.parque.ufrj.br/





terça-feira, 7 de abril de 2015

Exposição de Pablo Picasso chega ao Rio em junho.


A exposição "Picasso e a Modernidade Espanhola", que reúne obras de Pablo Picasso e obras de artistas espanhóis, chega ao Rio de Janeiro no meio do ano. A mostra ficará em cartaz no CCBB- Rio, entre os dias 24 de junho e 7 de setembro.

A exposição, com obras de 37 autores, aborda a contribuição de Pablo Picasso ao cenário espanhol e internacional da arte e a influência do fundador do cubismo e de seus contemporâneos. A maioria das obras de outros artistas são  do pintor malaguenho, pertencentes ao Museu Rainha Sofía de Madri.

Entre as obras de Picasso presentes na mostra destacam-se Cabeza de Mujer (1910), Busto y Paleta (1932), Retrato de Dora Maar (1939), El Pintor e la Modelo (1963) e Mujer Sentada Apoyada Sobre los Codos (1939). Entre as pinturas, esculturas, desenhos e gravuras da mostra também destacam-se as obras Siurana, el Camino, de Miró; El Violín, de Juan Gris e Composición Cósmica, de Óscar Domínguez.


A mostra estará dividida em oito salas, entre as quais Picasso: O Trabalho do Artista e Picasso, Variações, que mostram a relação do artista com a modernidade e sua diversidade criativa. Uma terceira sala entra no imaginário do artista para tentar descrever como ele concebeu Guernica e inclui estudos da obra sobre o bombardeio nazista sofrido por essa cidade. Os outros espaços mostram de forma transversal a relação do pintor malaguenho e dos demais modernistas espanhóis.

A exposição vai de 24 de junho a 7 de setembro. A entrda é FRANCA.

O CCBB fica na Rua Primeiro de Março, 66 - Centro.