CONTATE-NOS PELO WHATSAPP: 99512-9504

domingo, 30 de agosto de 2009

BATMAN - 70 anos do homem-morcego

Em 1939, quando o desenhista Bob Kane chamou seu colega escritor Bill Finger para dar uma espiada no personagem que estava desenvolvendo para a DC Comics, não tinham a menor idéia de que estariam criando um dos maiores ícones das histórias em quadrinhos, que iria reger soberano por 70 anos.

Depois do sucesso inesperado de Superman no ano anterior, os editores da DC queriam mais e mais personagens para a lucrativa nova mídia chamada HQ, e contratou uma série de artistas para desenvolver novas idéias. Kane, fanático por vampiros, veio com a idéia do Homem-Morcego e Bill Finger, por anos sem crédito na criação, deu uma afinada no conceito, dando um ar mais real à figura. Estava criado o Batman e seu alter-ego Bruce Wayne.

A primeira revista com Batman, a Detective Comics, foi para a venda ao público em 01 de maio de 1939. No começo, Batman portava uma arma e não hesitava em usá-la. Era sombrio e agressivo. Sua origem, com a morte dos pais de Bruce Wayne, só apareceu em novembro daquele ano e entendemos as motivações do personagem. Seu combate ao crime é uma maneira de vingar os progenitores já que "ele vê no rosto de cada bandido, o assassino de seus pais". Um dos grandes sucessos do personagem se deu graças à sua criativa galeria de vilões. Rivalizando somente com os bandidos de Dick Tracy, a marginalia de Gothan City representa uma caricatura exagerada dos próprios defeitos humanos e assim tipos como o Coringa, Duas Caras, Charada e Mulher-Gato faziam tanto sucesso quanto o herói.

Nos quadrinhos, Batman ganhou um parceiro nos anos 40 (seguido depois de um mordomo, uma Batgirl, um cachorro e assim por diante), enfrentou alienígenas e monstros do espaço nos anos 50, foi um sucesso fenomenal de vendas nos anos 60, foi reformulado nos anos 80, teve a espinha fraturada nos anos 90 e ainda viu um terremoto dizimar Gothan City e transformá-la em "Terra de Ninguém". Atualmente nos Estados Unidos, as aventuras do universo do morcego estão focadas quem vai assumir o manto do herói, morto na série Batman RIP, mas como sabemos que nada é eterno nos quadrinhos, Wayne vai voltar ao seu posto em breve.

No cinema e na TV, as aventuras do Homem-Morcego começaram em 1943 com o uma cine-série em 15 episódios estrelada por Lewis Wilson como Batman, no qual ele enfrentava um perigoso espião japonês, o Dr. Daka. Em 1949, uma nova série de 15 episódios onde Bob Kane figurava como um dos roteiristas, colocava Robert Lowery vestindo o traje de morcego. Em 1966, o mundo conheceu a versão brega do herói com a famosa série de TV com Adam West e Burt Ward como a dupla dinâmica. Apesar de beirar o surreal com diálogos e situações ridículas, o seriado foi um sucesso estrondoso e recuperou a carreira de uma série de atores no ostracismo, que brigavam para fazer o papel de vilão, como Vincent Price (o Cabeça de Ovo), Roddy MacDowall (o Traça), Van Johnson (o Bardo), entre outros.

Levou mais de 20 anos para Batman voltar à ativa no cinema, com o filme de Tim Burton de 1989, onde o maior destaque mesmo era o Coringa de Jack Nicholson. O louco diretor assinaria mais uma produção que depois caiu na praga das continuações mal feitas e diversos artistas interpretaram o personagem-título como Val Kilmer e George Clooney. Este último, numa das piores adaptações já feitas do homem-morcego com armaduras com mamilos e bat-cartões de crédito, assinada por Joel Schumacher. Recentemente tivemos a visão mais realista de Christopher Nolan com Batman Begins e O Cavaleiro das Trevas, onde mais uma vez, o Coringa roubou a cena.

Além disso, desde os anos 60, Batman é presença constante em animações para a TV como Superamigos, Batman - The Animated Series (esta, melhor que muitos filmes), Batman Beyond (enfocando um homem-morcego no futuro), Liga da Justiça, The Batman e recentemente The Brave and The Bold (que tem uma arte mais parecida com as dos gibis dos anos 60).

Dos subterrâneos de sua batcaverna, o morcegão deve estar sorrindo e apagando as velhinhas do bolo feito por Alfred. Ele sabe que, mais do que nenhum outro personagem, reflete a agressividade, violência e dualidade do século 21. E essa divisão entre lei e justiça, certo e errado e busca por um mundo mais correto, continuará, por mais 70 anos, atraindo mais e mais fãs.

Quadrinhos obrigatórios de Batman

Batman por Neal Adams: a dupla formada pelo desenhista Neal Adams e pelo roteirista Dennis O`Neill deu uma revitalizada em Batman a partir de 1968, com narrativas bem estruturadas e roteiros trabalhados. Foi nessa época que o Homem-Morcego passou a atuar sozinho de novo.

Batman – O cavaleiro das trevas, que conta a história de um Batman cinquentão voltando à ativa, lançado em 1986, foi um sucesso de público e crítica e trouxe um grande retorno financeiro à editora. No mesmo ano, a maxissérie Crise nas Infinitas Terras que alterou não apenas o status quo do Batman, mas de todos os heróis do Universo DC.

Três graphic novels, lançadas na sequência, ajudaram a lançar o homem-morcego de vez rumo ao topo. Batman – Ano Um, também de Frank Miller, trouxe a história de um Batman iniciante, logo no início de sua cruzada.A Piada Mortal, da dupla Alan Moore (o mesmo de Watchmen e V de Vingança) e Brian Bolland, revelou uma possível origem para o Coringa. Finalmente, Uma morte em família, de Jim Starlin, acabou com a morte de seu parceiro, Robin.

Em 1993, A Queda do Morcego introduziu um novo personagem, Bane, que quebrou as costas do Batman. O manto foi assumido por outra pessoa - Azrael -, em uma ótima série em três volumes.

Batman Preto e Branco: o desafio para roteiristas e desenhistas era fazer uma história do Batman em apenas 8 páginas e em preto e branco. O resultado é surpreendente, com as diversas facetas do herói sendo exploradas. Tem até uma em que ele sabe que é um personagem de quadrinhos.

A dupla Jeph Loeb e Jim Lee (o desenhista mais querido da DC) trouxe ao mundo Silêncio, uma minissérie de um ano de duração que envolveu toda a galeria de amigos e inimigos do Batman. Loeb ainda escreveu O longo Dia das bruxas, outra minissérie de um ano, ilustrada por Tim Sale. Por fim, a união de Frank Miller e Jim Lee na péssima All Star Batman e Robin, The Boy Wonder. O futuro do morcego já foi definido nos Estados Unidos, em duas grandes séries: RIP e The battle for the cowl.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

DESENHOS DE ALUNOS 6

"Flores e violino" em técnica mista (pastel, lápis de cor e acrílica) foi desenhado por Christiane Santos. O nú artístico em pastel e a natureza morta abaixo (na mesma técnica mista descrita) são de Edith Barros.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Prêmio HQ Mix - 2009

A organização do HQ Mix, um dos principais prêmios das HQS nacionais anunciou nesta segunda-feira (17) os ganhadores do troféu da edição 2009.

Entre os vencedores da 21ª edição do prêmio estão Angeli (na categoria Chargista), Liniers (Desenhista estrangeiro), Rafael Grampá (Desenhista nacional), Adriana Braunstein e Samuel Casal como Roteiristas nacionais e Alan Moore como Roteirista internacional. A série “Turma da Mônica Jovem” ganhou em duas categorias – como Publicação infanto-juvenil e como Projeto editorial.

Os vencedores foram escolhidos pelos votos de aproximadamente 2.000 profissionais da área. A estatueta da edição atual foi esculpida pelo artista plástico Olintho Tahara, e é uma homenagem a “Mirza – A mulher-vampiro”, personagem do quadrinista Eugênio Colonese.

A entrega dos troféus ocorre na sexta-feira (21) no SESC Pompeia, em São Paulo, a partir das 20h. O evento será apresentado por Serginho Groisman e sua banda. A entrada é franca.

Confira abaixo a lista completa de ganhadores:

Adaptação para os Quadrinhos - "Dom Quixote"
Adaptação para outro veículo - "Batman, o cavaleiro das trevas" (cinema)
Articulista – Rogério de Campos
Caricaturista - Dálcio Machado
Cartunista - Duke
Chargista - Angeli
Desenhista Estrangeiro - Liniers
Desenhista Nacional - Rafael Grampá
Desenhista Revelação - Hemeterio
Edição Especial Estrangeira - Asterix e seus amigos
Edição Especial Nacional - Mesmo Delivery
Editora do ano – Panini
Evento - Bistecão Ilustrado
Exposição - Angelí/Genial
Grande Contribuição - FNAC
Grande Contribuição - Programa PNBE
Grandes Mestres - Ciça e Zélio
Homenagem/Destaque Internacional - Fábio Moon e Gabriel Bá
Homenagem/Destaque Internacional - Ziraldo
Ilustrador Nacional - Weberson Santiago
Livro Teórico - Henfil, O humor subversivo
Mídia sobre HQ - Blog dos Quadrinhos
Projeto Editorial - "Turma da Mônica jovem"
Publicação de Aventura/Terror/ficção - "100 balas"
Publicação de Cartuns - "Tulípio 7"
Publicação de Charges - "35º Salão de Piracicaba"
Publicação de Clássico - "Che"
Publicação de Humor - "Piratas do tietê nº 3"
Publicação de Tiras - "Níquel Náusea em boca..."
Publicação Erótica - "Clic nº 3"
Publicação Independente de Autor - "Nanquim descartável"
Publicação Independente de Grupo - "Café espacial"
Publicação Independente Especial - "Depois da meia-noite"
Publicação Infanto-juvenil - "Turma da Mônica jovem"
Publicação Mix - "Graffiti nº 18"
Roteirista Estrangeiro - Alan Moore
Roteirista Nacional - Adriana Brunstein e Samuel Casal
Roteirista Revelação - Olinto Gadelha
Salão e Festival - 1° Festival Internacional de Humor do RJ
Tira Nacional - Níquel Náusea
Trabalho de Doutorado – Valéria Aparecida Bari
Trabalho de Mestrado - Líber Eugenio Paz
Trabalho de TCC – Pedro Franz Broering
Web Quadrinhos - Quadrinhos Ordinários

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Os 50 anos da Turma da Mônica

Você já viu um cachorro azul? E alguém que só faz comer e não engorda nunca? Será possível viver sem nunca tomar banho? Já encontrou alguma vez uma menina de seis anos com a força de 10 homens? "Blincadeilas" à parte, qualquer pessoa que já leu alguma história da Turma da Mônica conhece muito bem essas personagens e tantas outros que Mauricio de Sousa criou nos últimos 50 anos.

É isso mesmo, neste 18 de julho de 2009 o quadrinista completa 50 anos de carreira, data que marca a publicação de sua primeira tira, em 1959. Naquela época, Mauricio era repórter policial do jornal Folha da Manhã (atual Folha de S. Paulo), e a partir deste dia iniciava-se este que seria o maior império dos quadrinhos no Brasil, com mais de 200 personagens e 1 bilhão de revistas publicadas em todo o mundo.

Para quem não sabe, o primeiro personagem criado por Mauricio de Sousa foi o cãozinho Bidu. Nesta simbólica e primeira tirinha, de 18 de julho de 1959, Bidu aparece com Franjinha e a história não tem texto. Por dez anos, Mauricio de Sousa teve suas tirinhas publicadas em diversos jornais até que, em 1970, surgiria a primeira revista da Mônica, publicada pela Editora Abril.

Inspirada em uma das filhas de Mauricio, Mônica é uma personagem com força, não só na personalidade, mas nos socos e coelhadas. E, como na vida real, não larga seu coelhinho de pelúcia por nada. "Eu dizia quando ela tinha dois anos: 'Você não é a Mônica, uma coisa é a personagem da revistinha, outra coisa é você'. Eu não queria que a minha filha fizesse essa confusão e nem que se cobrasse por isso", conta o pai zeloso.

E parece que funcionou. Mônica, hoje com 49 anos, diz que durante sua infância chegou a pensar que tinha a mesma força de sua homônima dos quadrinhos, mas os alertas do pai a ajudaram a separar as coisas. "Durante a minha adolescência a personagem chegou a incomodar um pouco, porque teve aquela campanha na TV, da Mônica com o Jotalhão para uma marca de extrato de tomate, e todo mundo que me via perguntava, 'cadê o elefante?'. Fora isso, sempre convivi bem", diz Mônica Spada e Sousa, a Mônica da vida real.

O império da Mônica

O canal The Biography Channel produziu uma cine-biografia sobre Mauricio de Sousa que será exibida em toda a América Latina, com estreia neste sábado (18) às 22h. O documentário dá uma boa ideia da grandeza do império construído por Mauricio. Os números impressionam:
- Mais de 1 bilhão de revistas publicadas
- Mais de 200 personagens
- Mais de mil músicas criadas para a Turminha
- Revistas publicadas em 50 idiomas e em 126 diferentes países

Números tão grandiosos fazem dos quadrinhos de Mauricio os mais lidos e vendidos no País. "Toda criança no Brasil tem uma experiência com quadrinhos por causa da Turma da Mônica. O bacana é que muita gente é introduzida ao universo dos quadrinhos através da Mônica", diz Gabriel Bá, quadrinista que, ao lado do irmão gêmeo Fábio Moon, venceu o prêmio Jabuti com a versão de O Alienista, de Machado de Assis, para os quadrinhos.

Mais homenagens

De 19 de julho a 18 de agosto a exposição Mauricio 50 anos vai exibir grande parte do acervo de Mauricio de Sousa e fazer uma retrospectiva da vida do autor. A exposição, que acontecerá no MUBE, em São Paulo (Av. Europa, 218 - Jd. Europa), apresentará, entre outras relíquias, a primeira tirinha da carreira de Mauricio.

Outra novidade é o projeto MSP 50, livro em que 50 artistas brasileiros escolheram uma das personagens de Mauricio para, a partir disso, criarem uma história usando seu próprio estilo. Nomes como Ziraldo, Laerte, Fernando Gonsales, Gabriel Bá e Fábio Moon estão na coletânea, que deve ser lançada em setembro de 2009. A saber, o personagem mais escolhido pelos artistas foi o Astronauta.