(Por Nilson Falcão)
Ao conferir o Anime Family deste mês, tive uma triste constatação: o maior evento de animê e mangá do Rio de Janeiro vem caindo de qualidade. As constantes trocas de localização (locais com acessos cada vez mais dificultosos) e a repetição da fórmula desgastada vem contribuindo para tornar o evento previsível e até apático. Nesta edição de dezembro (assim como na de julho) o evento aconteceu no distante bairro de Piedade, no colégio Nosa Senhora de Piedade. Mesmo com o público comparecendo em bom número, a queda na qualidade e até na infra-estrutura do evento era evidente em vários aspectos.
Praça de alimentação no sol a pino: Quem não passou filtro solar...
O Colégio é pequeno para o porte do evento o que provoca dificuldade de locomoção entre salas, estandes e outras atrações. Nas salas, quentes e pequenas, as atividades rolavam na meia-bomba, algumas até carentes de atenção pela má qualidade do que ofereciam. Os estandes estavam debaixo de lonas, verdadeiras estufas, com um calor quase insuportável que piorava com a aglomeração das pessoas. Até um ponto forte do evento, os cosplays, careciam de criatividade e bom acabamento; a maioria eram os famosos "cospobres". Eu não vi nenhum interessante do universo mangá/animê.
Fato é que, o que segura o evento é certamente o seu nome, o que obviamente não acontecerá por muito tempo. A organização deve abrir os olhos, investir em locais de melhor aceso e atrações significativas para o manter o evento, tão importante para nossos jovens, com a devida qualidade.
Fotos do evento abaixo:
Estande da Comix - Sem luz!
Salas: labirintos desinteressantes.
Muita gente... pouca atração...
Estandes - Quem quer fazer sauna?
Abaixo, dois cosplays que se salvavam. Curiosamente não eram de mangás ou animês.
Justiceiro e Electra - personagens da Marvel.
Hellboy - personagem de HQ do Mike Mignola







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